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O escritor DEONÍSIO DA SILVA, que é catarinense, mora no Rio de Janeiro. Sempre conciliou sua vida de escritor com a docência universitária e uma ativa colaboração na imprensa. É Doutor em Letras pela USP com uma tese sobre os livros proibidos no período pós-64.
Seus livros mais recentes
A vida íntima das frases, De onde vêm as
Palavras, Teresa, namorada de Jesus,
Os Guerreiros do Campo e Avante, Soldados: Para Trás. Várias de seus textos estão traduzidos para o espanhol, o alemão, o sueco, o italiano, o inglês e o francês.
Avante Soldados Para Trás foi publicado em Cuba e em Portugal.
Já recebeu importantes prêmios: seu livro de estréia,
Exposição de Motivos, foi premiado pelo MEC e transposto para o teatro e para a televisão, com direção de Antunes Filho. Também Teresa foi transposto para o teatro, sob a direção de José Nélson de Freitas. Mas, depois do Casa de las Américas por
Avante, Soldados: Para Trás, que contou com o nobel José Saramago na comissão julgadora, nunca mais se inscreveu em concursos.
Tem colunas semanais: na revista Caras, de etimologia; no jornal Primeira Página, de São Carlos, e nos portais www.eptv.com.br e www.observatoriodaimprensa.com.br .
Depois de ter sido professor na Universidade de Ijuí-RS (1975-1981), onde fizera seu curso de Letras, entrou, por concurso público, para a Universidade Federal de São Carlos (1981-2003), onde liderou vários projetos, entre os quais a equipe que fundou o Projeto de América Latina, o curso de Letras (foi patrono da turma 2004, a última para a qual lecionou) e a Editora da Universidade, da qual foi diretor desde sua fundação, em 1993, até 2000. Desde 2003, é professor da Universidade Estácio de Sá, no Rio, e diretor do Curso de Letras, depois de ter dirigido o Instituto da Palavra
PREMIAÇÃO
Prêmio Brasília de Literatura, concedido pelo MEC, por Exposição de Motivos (primeira edição foi da Artenova, Rio, 1976), melhor livro publicado no Brasil em 1976, prêmio conferido em 1977;
Prêmio Virgílio Várzea de Literatura, concedido pelo governo do estado de SC, Fundação Catarinense de Literatura; por contos que depois integraram o livro Livrai-me das Tentações (Nova Fronteira, 1984); concedido em 1979;
Prêmio Status de Literatura pelo conto "Bandidos", em 1980, que depois integrou
Livrai-me das Tentações e hoje está em diversas antologias;
Prêmio de melhor roteiro no Festival de Cinema de Brasília por "República Guarani", longametragem de Sylvio Back; sobre as mesmas pesquisas, inconformado com o filme, mesmo premiado, escreveu o romance
A Cidade dos Padres;
Prêmio da Funarte por "O barroco das cortes católicas na república guarani: suas relações com o poder metropolitano nos séculos XVII e XVIII"; em 1980, em forma de bolsa de estudos para pesquisar o acervo artístico da república guarani: foram entregues 110 slides à Funarte e um texto inédito, jamais publicado, de 200 laudas;
Primeiro lugar no X Prêmio Abril de Jornalismo, em 1985, por
Nos bastidores da censura: o caso Rubem
Fonseca;
Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, na categoria "amigo do livro", pelo trabalho feito com autores e livros em São Carlos, na Universidade Federal, no curso de Letras, na Biblioteca Central e na Editora da Universidade, da qual foi diretor, desde sua fundação, em 1993, até 2000, em duas gestões de quatro anos".
Prêmio da Biblioteca Nacional (na gestão de Eduardo
Portella), por Teresa, quando ainda inédito, em produção, em 1996, como incentivo para cobrir as despesas de pesquisa que fez na Espanha
Prêmio Internacional Casa de las Américas, pelo romance
Avante, Soldados; Para Trás, em Havana, em 1992, em júri presidido por José Saramago;
Depois de ganhar esse prêmio em Cuba, jamais se inscreveu a nenhum outro, nem no Brasil nem no exterior.
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