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Deonísio da Silva

   


           Corre o ano de 452. Átila, rei dos hunos, à frente de poderoso exército, depois de devastar meio mundo, está às portas de Roma.
Todos se escondem, temendo o pior, acuados. “Por onde o cavalo de Átila passava, a grama deixava de crescer”, dizem as frases lendárias que sintetizaram o terror que espalhava.
           Roma conta, porém, com o influente exército de um homem só. É o papa Leão I, o Grande. O encontro entre Átila e o Sumo Pontífice, retratado pelo pintor Rafael num afresco do Vaticano, foi um dos momentos decisivos da civilização ocidental. [Clique na imagem para ter acesso à página original da nossa pesquisa virtual].
        Jamais se soube o que o papa disse ao general. O certo é que, depois da conversa, “o flagelo de Deus”, um dos apelidos do feroz comandante bárbaro, retirou-se para as margens do rio Danúbio, morrendo no ano seguinte.
         Este não foi o único segredo de sua vida. O general morreu na noite de núpcias, deixando intocada a mulher que desposara. Os coveiros foram assassinados para que ninguém jamais soubesse onde o corpo, acompanhado de imensos tesouros, tinha sido enterrado.
          Átila chegara ao poder absoluto depois de matar o irmão num duelo, alegando que ele envenenara o tio. Provavelmente também ele morreu envenenado por seus comandados.
           À procura de palavras, achamos personagens, temas e problemas, que são encontrados também nos livros especializados, mas que são descritos e narrados com outros sabores do saber em dicionários de diversas línguas, compêndios e almanaques.

 

Primeira Edição - 01. O que o Papa Leão I disse a Átila? Nunca se soube! Deonísio da Silva. Hiperlink das ilustrações (domínio público):  Raphael's The Meeting between Leo the Great and Attila. Fresco, 1514, Stanza della Segnatura, Palazzi Pontifici, Vatican [1] . The Feast of Attila, by Mór Than (1870). From the Hungarian National Gallery in Budapest: http://www.hung-art.hu/kep/t/than/muvek/2/attila.jpg {{PD-art}} Clique na imagem para ter acesso à página original de nossa pesquisa virtual.

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O escritor Deonísio da Silva tem dezenas de livros publicados, entre os quais os romances Teresa d'Ávila (premiado pela Biblioteca Nacional e transposto para o teatro), A Cidade dos Padres, Os Guerreiros do Campo, Orelhas de Aluguel e Avante, Soldados: Para Trás (Prêmio Casa de las Américas em júri presidido por José Saramago, publicado também em Cuba e em Portugal). Publicados também em alemão, inglês, sueco, espanhol, francês e italiano, seus contos foram igualmente premiados: pelo MEC e pela Fundação Catarinense de Cultura, entre outras. Doutor em Letras pela USP, é professor e vice-reitor da Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Estácio de Sá. Escreve semanalmente na revista Caras (etimologia) no Observatório da Imprensa, em www.eptv.com e no jornal Primeira Página. Seus livros mais recentes são Os Segredos do Baú e A Língua Nossa de Cada Dia. Em fevereiro de 2008 lançará novo romance: Goethe e Barrabás.

 

 

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